Filarmônicas de Vitória da Conquista

por Maris Stella Schiavo Novaes**
Vitória da Conquista registra ao longo de sua formação sociocultural a presença de várias filarmônicas. Inicialmente montadas por grupos familiares ou organizações civis, algumas sobreviveram décadas outras, nem tiveram êxito e se extinguiram pouco tempo depois de instituídas. A questão que trago pra gente pensar junto é a seguinte:
A sociedade Lítero Musical Filarmônica Maestro Vasconcelos, está sendo reestruturada para que continue prestando seus serviços à comunidade conquistense. Através de seu novo presidente: Josué Rodrigues novas ações e projetos estão sendo empreendidos com o objetivo de resgatar e preservar a história da entidade.


Como uma organização comprometida com a cultura de nossa cidade, a CATROP está assumindo uma parceria de levantamento histórico da Filarmônica e na tarde de ontem esteve com o presidente Josué Rodrigues para um bate papo sob esses novos tempos.


1) Presidente, que novidades o Sr. nos conta sobre sua gestão à frente da Filarmônica?


Novidades temos muitas e talvez a principal delas seja a disposição com que todos da Filarmônica estão enfrentando os desafios colocados: Reestruturar a entidade, constituir parcerias de colaboração, evidenciar a importância histórica da entidade como patrimônio do povo de Vitória da Conquista, divulgar nosso recém aprovado Ponto de Cultura. Enfim, tem muita coisa por fazer. E, como na música do mineiro Beto Guedes: “vamos precisar de todo mundo”


2) O Sr. destacaria alguma função como a mais imediata ou importante?


Não há distinção de importância nem funções, a Sociedade Lítero Musical é hoje uma associação que se pode até chamar de uma verdadeira família por que temos um objetivo muito maior em comum que deve estar sempre acima de qualquer individualidade: A Filramônica. Isso é o mais importante. Presidentes, passam, diretores passam, maestros e músicos também passam, mas, a Sociedade permanece e é isso que a gente está se dedicando a melhorar cada vez mais. É claro, como em qualquer família, divergências internas existem, mas, “roupa suja” se lava em casa já diz o ditado, e estamos nos resolvendo.


2) Então podemos considerar que a ênfase de sua gestão é valorização do aspecto humano envolvido na Filarmônica nesse momento?


Esse é um aspecto muito importante sim. Mas, evidentemente não é o único.


3) Quais as tarefas o Sr. destacaria de suas funções à frente da Filarmônica?


Minhas atividades como colaborador começou bem antes de me tornar Presidente da Filarmônica. Sou funcionário público municipal e venho desenvolvendo minhas funções sempre atrelado à cultura de nossa cidade. Em 2002, fui deslocado para trabalhar na Casa da Filarmônica e fui conhecendo melhor a estrutura interna de funcionamento da Sociedade. Na época tinha sido eleito como presidente o Sr. Marcos Antônio de Azevedo Pacheco, que hoje é meu vice. Na ocasião não assumi cargo algum junto a diretoria, no entanto, ajudei no que pude. Até aquele ano, inúmeras assembléias que tiveram ao longo dos anos ainda não tinham sequer sido registradas em cartório. Em conformidade com o presidente, tomei as providências necessárias para efetivar essa regularização junto cao Cartório de Títulos e Documentos. Como a Filarmônica não possuía recursos em caixa, assumi com recurso próprio o custeio das expensas cartoriais. Entre outros gastos e atividades que tenho feito. Mas não me queixo.


3) Com recursos próprios, por que assumir sozinho tal despesa? Qual o objetivo, já neste tempo acalentava a intenção em tornar-se presidente da instituição?


De forma alguma. Não tinha intenção não. Acontece que não se trata de mérito único. São inúmeros os companheiros e companheiras que anonimamente mantiveram e mantém a existência da Filarmônica… Maestros que se dedicaram uma vida inteira a isso. Desde 1977 pelo seu caráter de utilidade pública, a prefeitura de Vitória da Conquista deveria manter e conservar a Filarmônica, mas, infelizmente, em algumas gestões, ela foi abandonada completamente e quase foi extinta por falta de instrumentos, sendo mantida com o pouco que sobrou pelo empenho pessoal de muitos anônimos. Nesse episódio citado, fiz uma mínima parte, perto do muito que abnegados como o saudosos Maestros Vasconcelos e Alvinho fizeram. E outros tantos. Mas acho que chegou a hora de Vitória da Conquista conhecer os bastidores de existência dessa instituição. Acreditamos que a possibilidade de que a gente venha ter mais reconhecimento e apoio de nossa comunidade será maior se ela souber nossa história.


4) Tem mais alguma outra informação que o Sr. queira acrescentar?


Quero agradecer a todas as pessoas que estão conosco rumo a concretização desse objetivo. Agradeço à vocês da CATROP, por todo apoio e sejam bem vindos. Esta pareceria é muito importante para nós. Posso informar à comunidade de Vitória da Conquista que a Sociedade Lítero Musical Maestro Vasconcelos não pertence ao presidente, ao maestro e músicos, nem mesmo à prefeitura ela pertence. Ela é posse do povo de nossa cidade e precisa muito do apoio de todos para se reestruturar e continuar existindo. Quem quizer nos conhecer de perto vá até nossa sede na Av. João Pessoa 241 e faça-nos uma visita!


** Maris Stella Schiavo Novaes é Presidente da Ong Carreiro de Tropa – Catrop, Coordenadora do Núcleo de História, Cultura e Memória da Catrop; Membro da Rede de Estudos da – Recom/Uesb Complexidade, Colunista do site: http://www.acontecebahia.com.br/; Secretaria da Mulher do Partido Socialista Brasileiro – PSBLicenciada em História pela Uesb de Vitória da Conquista Bahia; Com pós-graduação em Educação, Cultura e Memória, pelo Museu Pedagógico/Uesb. 
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Um comentário sobre “Filarmônicas de Vitória da Conquista

  1. A filarmônica está acabando,porque a prefeitura não está nem ai pra ela,só se investe em fardamentos,porque farda da uma certa ideia de organização e isso é uma coisa que não existe lá,só quem sabe é quem vive lá,precisamos de instrumentos novos e bons,porque os quem estão disponiveis já estão ultrapassados,quebrados e desafinados,ninguém consegue ser bom se o que te oferecem é ruim.Seria bom deixar de demagogia e fazer algo para que possa reasgatar a filarmonica.As pessoas que estão lá dentro são músicos profissionais e alunos e não milagreiros para tocar naqueles instrumentos horríveis que estão sendo desponibilizados para nós,além de estarem em falta os que tem não presta.

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