A antiga conquista da periferia

por Maris Stella Schiavo Novaes**

Nos tempos em que Vitória da Conquista ainda era pouco mais que um arraial, ainda que já tenha se formado um pequeno núcleo urbano, as fazendas eram propriedades quase que auto-suficientes em sua produção e dinâmica de funcionamento, as casas localizadas no núcleo urbano em arquitetura e aparência pouco diferenciavam entre si a que classe social pertencia o proprietário. 

Com o fluxo das dinâmicas humanas, principalmente por força das ações ligadas ao comércio, foi-se alterando as relações socioculturais, e as famílias mais abastadas, começaram a investir na arquitetura e no embelezamento de suas residências. A casa da cidade que só funcionava como ponto de apoio para participação nos festejos ou para fins comerciais, passou a ser a residência oficial da família que antes, morava no campo e visitava a cidade. Dessa maneira, como aconteceu em muitos lugares do Brasil, inverteu-se a lógica anterior. 

O centro dos arraiais, vilas e cidades passaram a ser essencialmente residenciais aliando-se à uma relativa expansão das formas comerciais. Com isso os segmentos empobrecidos da sociedade eram ainda mais afastados do núcleo central gerando o surgimento das periferias. 

Em Vitória da Conquista, este fenômeno foi responsável pelo povoamento dos morros que deram origem aos bairros, Guarani, Pedrinhas, Nossa Senhora Aparecida, entre outros. Desde suas origens as populações que ali se instalaram vivem e sofrem sob um negativo estigma social. 


**Maris Stella Schiavo Novaes é Presidente da Ong Carreiro de Tropa – Catrop, Coordenadora do Núcleo de História, Cultura e Memória da Catrop; Licenciada em História pela Uesb de Vitória da Conquista Bahia; Com pós-graduação em Educação, Cultura e Memória, pelo Museu Pedagógico/Uesb. 

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6 comentários sobre “A antiga conquista da periferia

  1. Acho esse blog de uma inutilidade abisurda. Na internet a gente acha muita coisa ruin mas igual isso aqui eu nunca vi tanta bobagem junta. essse post mesmo é de uma besteira sem tamanho

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  2. «Inutilidade absurda»? Talvez não seja a área de interesses do comentador anónimo, mas quando se critica um trabalho desta forma tão depreciativa, o mínimo que se espera moralmente de alguém assim, é que argumentar sua crítica para que não seja ela própria de uma inutilidade absurda.
    «Tanta bobagem junta»? Eu acho o blog bastante interessante e em relação a este post, só posso dizer que não conheço nada sobre a realidade histórica da região, mas ele é uma resenha histórica da evolução social e económica de Vitória da Conquista numa expressão simples e acessível. Gostei e até fiquei com vontade de conhecer Vitória da Conquista.
    Quem acha que não gosta de História e quem tem medo de História Local (até há um blog com este nome!) não deve «meter a foice em seara alheia».

    Cumprimentos ultramarinos a Maris Stella.

    Leonel Salvado

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  3. Esse blog, foi criado para quem se interessa, pela história e estórias do nosso País, sendo ele de grande valia, para quem gosta e aprecia.
    Quem não gosta, não deveria escrever besteiras, pois determinados blogs, são feitos para “pessoas
    inteligentes”, e não boçais, que acham “coisas mais interessantes” na internet.
    Salve a história!
    Salve Vitória da Conquista!

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  4. Acredito que o que é importante para uns não tem o mesmo valor para outros, querido anonimo, se vc não gosta do blog pare de acessar vc não é obrigado a faze-lo, e a quem mais possa interessar o tema dese blog porfavor continue acompanhando e ajudando a melhorar-lo…

    beijos e abraços

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  5. O que esperar de uma historiadora? que conte histórica reais, fruto de um valoroso trabalho,é obvio que esse individuo “Anonimo” é um detrator das ideias avançadas de quem pensa o futuro com base no passado. Parabéns Maris Stella pelo trabalho que você faz em pro da cultura, principalmente junto a essa Ong Catrop que eu conheço muito bem! lembre-se daquela máxima que diz: “Os cães ladram e a carruagem passa”! beijos tropeiristas.

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