Série Documentos Históricos: Procuração passada por Antonia Fernandes dos Santos Silva

por Saulo Moreno Rocha**


Continuando a publicação de séries documentais importantes sobre a história de Vitória da Conquista, a Catrop apresenta um documento histórico inédito para toda comunidade conquistense, um instrumento de procuração passado por Antonia Fernandes dos Santos Silva ao Coronel Antonio Joaquim de Lima.*


ANTONIA FERNANDES DOS SANTOS SILVA, Dona Totonia, filha de Estevão José dos Santos Silva, Intendente Municipal de Conquista de 1904 a 1906, e de Vitória Fernandes de Oliveira, construiu este casarão para a sua residência , o número 11 da Rua Grande, com fachada principal em estilo neoclássico tardio, de vistosa platibanda vazada, com pináculos e pequenos frontão central onde fez inscrever o ano de construção, 1924, e suas iniciais de construtor, AFSS de Antonia Fernandes dos Santos Silva. Casa térrea, construída em paredes autoportantes de adobe sobre porão alto, típico de meados do século XIX, ficou com conforto de sobrado, ocupando toda a largura do lote urbano.


Dona Totonia foi fazendeira e uma das fundadores da Companhia Rodoviária Conquistense em 1926, que construiu a estrada de rodagem Conquista – Jequié em 1927. Em 1978 a Prefeitura Municipal adquiriu esta casa e a partir de 2002, aqui esta implantado o Programa Vivendo a Terceira Idade.

* No momento em que Antonia Fernandes nomeava o Cel. Antônio Lima como seu procurador no inventário de partilha, contava ela com 14 anos de idade. O documento transcrito na íntegra, com ortografia da época, anexo à transcrição temos o documento original digitalizado, que foi escrito a próprio punho, se configura como uma importante fonte para pesquisadores da história de Vitória da Conquista:




Pelo presente instrumento de procuração por mim escripto e assignado constituo por meu bastante procurador na Cidade da Conquista e seu termo ou onde nacessario for ao Senhor Cel. Antonio Joaquim de Lima, especialmente para representar-me no inventario i partilha a que se está procedendo pelo juiz de Direito da comarca nos bens deixados por falecimento de minha avó D. Rosalina Fernandes Ribeiro, viúva que foi de meu avô Cel. Paulino Fernandes de Oliveira, de quem sou herdeira como representante de minha fallecida mãe, D. Victoria Fernandes de Oliveira; podendo o meu dito procurador requerer e fazer tudo o que for a bem do meu direito, receber citações ou intimações, usar dos recurços legaes, substabelecer ésta em quem convier, se necessário lhe for; para o que, em tudo confiro-lhe plenos e indeterminados poderes. Fazenda da Posse, 9 de Março de 1908 –


Antonia Fernandes dos Santos Silva”

Obs.: Abaixo reconhecimento feito pelo tabelião Bernardo Martins Bastos

**Saulo Moreno Rocha é pesquisador do Núcleo de História,Cultura e Memória da CATROP. Estudante do Curso Integrado em Meio Ambiente do Instituto Federal da Bahia – Campus Vitória da Conquista e Presidente do Grêmio Estudantil da mesma Instituição. Integra as atividades realizadas pelo projeto “Jovem PEV”, executado pela ONG PEV – Programa de Educação para a Vida.

tweetmeme_source = ‘@catrop’;

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