A Alimentação no Planalto de Conquista – 1930 a 1950

por  Maris Stella Schiavo Novaes**


A professora Amélia Barreto de Sousa de saudosa memória, legou aos pesquisadores da história local de Vitória da Conquista um importante documento sobre a antiga culinária regional. 


É um bonito trabalho que contou com a ilustração do artista Romeu Ferreira. 


Reproduzimos aqui um pequeno trecho onde  a autora relata os costumes dos tropeiros e a importância desse agente na construção cultural dessa região.

O transporte das mercadorias era realizado por tropas e pelos automóveis. O serviço das tropas era essencial para o abastecimento de gêneros alimentícios como o açúcar e o sal, e para o transporte da produção excedente. Os produtos industrializados eram geralmente trazidos pelo automóvel, para as regiões de rodovias, e distribuídos pelas tropas Os períodos de chuva dificultavam o transporte dos alimentos, seja pelas tropas ou pelo automóvel.” ( p. 56)
<br

“Tanto para os viajantes quanto para os tropeiros, as paradas para alimentação se davam nas rancharias onde havia sempre uma casa ou um galpão para os viajantes e um mangueiro, para os animais e o gado. Após descarregar a bagagem, o cozinheiro ou cuca iniciava o preparo do alimento. Providenciava  lenha e água e acendia o fogo entre três pedras em forma de trempe. Preparava-se geralmente o arroz tropeiro ou a carne frita com farofa e o indispensável café. Na vasilha com água, colocava rapadura e, quando fervente, colocava o pó de café acompanhado de algumas brasas para assentar o pó. Durante a noite, o feijão com carne era cozido para refeição da manhã seguinte, antes de iniciar a viagem. […] nas rancharias, enquanto descansavam, os tropeiros e viajantes aproveitavam as noites enluaradas e frescas de verão para contar “causos”, cantar repentes e as tiranas. os percursos diários da jornada de 15 km para as tropas com gado e de 25 km para tropas de gêneros e outros viajantes.” (p. 62)



**SOUZA,
Amélia Barreto de.
Alimentação no Planalto
de Conquista no período de 1930 a 1950.  
Vitória
da Conquista: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 1996.



** Maris Stella Schiavo Novaes é Presidente da Ong Carreiro de Tropa – Catrop, Coordenadora do Núcleo de História, Cultura e Memória da Catrop; Membro da Rede de Estudos da – Recom/Uesb Complexidade, Colunista do site: http://www.acontecebahia.com.br/; Secretaria da Mulher do Partido Socialista Brasileiro – PSBLicenciada em História pela Uesb de Vitória da Conquista Bahia; Com pós-graduação em Educação, Cultura e Memória, pelo Museu Pedagógico/Uesb. 




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