Reação sobre a 1ª Roda de Conversa sobre o Tropeirismo realizada nos dias 13 e 14 de agosto de 2010.

por Ebeilde Araujo Pedreira Goulart**

  

A abertura do evento aconteceu no dia 13 às 20h00 no Museu Regional de Vitória da Conquista com a presença da Equipe da ONG Carreiro de Tropa-CATROP, a Diretora do Museu, alguns professores e pessoas da comunidade. Inicialmente o pesquisador 

Saulo Moreno Rocha apresentou a CATROP e sua equipe de trabalho e fez uma pequena explanação enfatizando a importância do estudo sobre o Tropeirismo para melhor compreendermos a figura do tropeiro como patrimônio cultural da Região Sudoeste.


Em seguida, a Historiadora Maris Stella Schiavo Novaes, Presidente da CATROP fez uma breve retrospectiva sobre a criação da ONG e destacou o maior objetivo do seu projeto afirmando ser: a difusão, valorização e preservação do Tropeirismo na cidade de Vitória da Conquista-Ba.  Aproveitou a oportunidade para nos entregar um artigo de sua autoria e de Antonio Bispo Horta, intitulado “A História Escovada a Contrapelo” para que fizéssemos uma leitura inicial sobre o tema.


O Prof. Itamar Pereira Aguiar falou sobre a importância do Tropeirismo e a valorização do sertão, citando o grande Guimarães Rosa. Em seguida, as pessoas puderam fazer perguntas havendo uma grande integração.

Houve um momento muito expressivo quando a historiadora Maris Stella cantou uma música dizendo das lembranças da sua infância em Minas Gerais.

Para encerrar a noite, o cantor e compositor Manno di Souza nos presenteou cantando músicas que falam do sentimento do homem do sertão, com ênfase no grande rei do baião, Luiz Gonzaga e todos o aplaudiram com muita euforia e contentamento.

Dando continuidade ao evento, tivemos no dia 14 a partir das 15h00 a Roda de Conversa com os Tropeiros que vieram de Caatiba, Barra do Choça e outras localidades configurando-se num momento singular,  onde foi oportunizado aos convidados a liberdade de expressarem os seus sentimentos.            
No início percebi que eles estavam um pouco encabulados, mas, depois começaram a contar “causos” e fizeram muitas brincadeiras, inclusive, um dos tropeiros Sr. Bidô lançou três adivinhações que a platéia teve dificuldades em responder. Os participantes fizeram algumas perguntas e os tropeiros foram respondendo naturalmente a todas.

O que mais me impressionou foi a grande amizade entre eles e o respeito que todos demonstraram pelo Sr. Canuto o tropeiro com mais juventude acumulada.

Para encerrar as atividades do evento, foi oferecido um café tropeiro com algumas iguarias da preferência deles e nesse momento de descontração, eles puderam matar as saudades do tempo em que viveram troperando.

Apesar da 1ª Roda de Conversa sobre o Tropeirismo não ter um número expressivo de participantes da comunidade, a Equipe da CATROP avaliou a relevância do evento para a nossa cidade e ficou registrado o quanto todos nós aprendemos com a grande sabedoria daqueles ilustres convidados.
** Ebeilde Araujo Pedreira Goulart – Coordenadora do Núcleo Pedagógico da CATROP
           
           
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