Manno di Sousa**


Caríssima presidente, os arreios já estão prontos precisa saber de toda programação para saber onde inseri a parte cultural. Então ficou estabelecido que na sexta feira a função começará às 18h até às 22h e que a parte cultura terá meia hora de apresentação. 
Para tal empreitada convidei os artistas: 
Papalo Monteiro, cantor/compositor/violonista/violeiro que pelo seu trabalho focado na diversidade da cultura nordestina/universal, vem apresentar a súmulado seu mais recente projeto que está registrado no novo CD “Tambores eSemente”.Também apresentará o novo projeto “Canções do Tropeirismo”, que uma pesquisa sobre esse tema aborda as canções que os tropeiros ouviam, ou seja, o sucesso do momento; as canções quando em tropas para espantara solidão silenciosa dos ermos sertões por onde era a sua rota e as canções de amor. Traz no seu projeto a primeira canção feita nos anos40 do século passado por cantora/compositora Chiquinha Gonzaga que compôs e interpretou a “Canção do Tropeiro”. Foi convidado também o cantor/compositor/poeta/violonista/Violeiro Walter Lajes. 
Walter tem um trabalho fincado nas raízes do norte daBahia que sofre grande influência do falar e modus vivendus é do sertanejo destino. Sua obra revestida de repentes, emboladas, cocos,trovas, maracatus, xotes e xaxados, apresenta o cenário do árido sertão nordestino. 
A música de Walter Lajes é um cordel num dia feira. A rima perfeita na sua voz eloqüente e acompanhada pelo ponteioora, da sua viola, ora, pelo dedilhado preciso do seu violão. Walter tem vários prêmios no seu histórico musical como compositor/interpretee violeiro que ganhou nos grandes festivas de Vitória da Conquista e do Brasil.Teremos também o poeta/cantador/compositor Dorinho Chaves, este é um genuíno cantador das coisas puras e belas retiradas da vivência com opovo e as coisas do seu lugar, o sertão. 
Dorinho canta coisas singelasde modo que o leva a tornar-se um menino trazendo as boas lembranças.Sua música é mágica como á magia dos folguedos, dos dias de festas na roça. Poesias profundas que conta coisas da sua “cumade”, das rezas,das safadezas ingênuas dos caatingueiro metido a namorador. Dos namoros sem malícias e das noites enluaradas do sertão. No seu novo disco de forró com canções bem brejeiras ao ritmo de chulas, galangos, xote e baião mostram a paisagem bela simples do torrão natal.
Iesus e um contador de causos, na sua memória privilegiada tem de causas dos sertanejos da Bahia, Paraíba, Pernambuco e de Minas. Uns engraçados, outros medonhos, outros umas mentiras danada, mas todos muito bons.
Todos estes artistas tem estreitos laços com o tropeiro e o tropeirismo, todos filhos ou netos de tropeiro e, por isso, faz farãopartes de roda para dar seus depoimentos das história que lhes contaram nos tempos auros de menino.


**Manno di Sousa Cantor/Compositor/Musicólogo e Vice-presidente da Catrop.
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