EDUCAR: O DESAFIO DE LIBERTAR

Núcleo Pedagógico da Catrop

            Não
é de hoje que o sistema de ensino brasileiro se mostra ineficiente em formar
seres humanos capazes não só de ler, escrever e fazer contas, mas aptos a
refletir sobre o mundo em que vivem. Para mudar essa realidade, segundo o
grande educador Rubem Alves, só plantando nos educandos o desejo de aprender.
Fonte: Portal Educacional
            Segundo
o pensamento de Rubem Alves, o educador deve ser como um jardineiro semeando em
seus alunos o desejo de aprender. É o desejo que gera a curiosidade. Sem o
jardineiro não existe jardim; do mesmo modo, se o educador não for capaz de
semear o desejo, não existirão alunos com vontade de aprender. Qual é a
conseqüência disso? Uma grave crise no sistema educacional, formando alunos que
não sabem ler ou fazer uma simples soma.

            O
poeta inglês Willian Blake tem um aforismo que diz: As cisternas contêm; as
fontes transbordam” O educador Rubem Alves pegou esse aforismo e transformou da
seguinte forma: “ Há escolas que são cisternas; há escolas que são fontes.”
Cisterna é um buraco no qual se guarda água, muito úteis no Nordeste, onde há
seca. Mas as cisternas não produzem água, é preciso colocar o líquido lá
dentro. Há um tipo de educação e de Escola que é feito cisterna, pois o que se
faz é colocar conhecimentos dentro dos alunos.. Entretanto, como esses
conhecimentos não são dos alunos, mas introduzidos lá dentro, o resultado é que
eles são esquecidos rapidamente. Há uma outra educação que busca fazer brotar a
fonte que existe dentro do aluno, sendo assim, a tarefa do educador é limpar a
fonte, provocá-la para que produza cada vez mais. Essa educação não quer
depositar idéias, mas, sim, provocar a inteligência. Dessa forma os alunos irão
adquirir os conhecimentos que fazem sentido para suas vidas.
           
            A
ilustre escritora Adélia Prado tem um verso que diz: “Não quero faca, nem
queijo; quero é fome.” Se você tiver faca e queijo e não tiver fome, você não
come. Se você tiver fome e não tiver a faca nem o queijo, você descobre um
jeito de arranjar o queijo. Isso  é
verdadeiro para o ato de aprender. Se não houver fome, não existe aprendizagem.
Dessa forma é tarefa do educador provocar para que os alunos queiram aprender.
            O
Núcleo Pedagógico da Catrop em consonância com o pensamento do educador Rubem
Alves deseja e espera que cada professor faça uma reflexão sobre a educação
brasileira e procure desenvolver ações educativas voltadas para fazer brotar as
potencialidades dos seus educandos. Só assim poderemos comemorar o Dia do
Professor.
Por Ebeilde Araujo P. Goulart
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